A pessoa que dá o fora

abr 04

Sempre fui metformin side effects 500mg a pessoa que terminou os namoros. Não que eu não tenha sido dispensada – fui, e muitas vezes, a maioria antes de começar um “relacionamento” propriamente dito. Mas no geral, sempre tive o controle, ou achava que tinha. Isso é uma faca de dois “legumes”: embora mantivesse minha autoestima em algum ponto acima de zero por não ter sido dispensada, como é que eu, tão incrível e fodona, tinha deixado o relacionamento chegar a esse ponto insuportável?

O único rapaz que me deu um fora foi um mocinho 4 anos mais novo que eu – o que não é grande coisa quando você tem 36 anos, mas é um problemão quando você tem 20. Nunca houve um “precisamos conversar” ou um “quero falar uma coisa”. Foi numa tarde na Galeria do Rock. Eu com o vestido marrom de decote torto que minha mãe fez, aquele que me deixava com ares de modelo do Botticelli. Ele com uma camiseta qualquer, não era de banda. Ele pediu um suco de morango com leite e um x-frango. Eu já estava com a boca amarga sabendo o que viria. Pois um relacionamento não termina, simplesmente – ele vai acabando aos poucos, ou então nunca existiu de verdade.

Já esqueci os motivos pelos quais eu gostava dele. Mas a dor do fora eu faço questão de cultivar e manter viva pra lembrar que camisetas do Sandman não indicam, necessariamente, que um cara é o homem da sua vida. E também lembrar que o controle – em um relacionamento ou na vida em geral  – nada mais é do que uma grande ilusão.

#20 Resumo do mês

abr 02

Acabei a metformin side effects 1000 mg primeira fase do meu desafio pessoal de escrever aqui todos os dias. Como vocês podem ver, não escrevi todos os dias, mas pelo menos apareci aqui mais de uma vez por semana, o que já é lucro. Escrevi muita bobagem apenas pela obrigação de escrever, mas no geral considero que o nível foi razoável. Não bom, mas melhor que ruim.

Os assuntos: escrevi menos sobre jogo e gato do que eu gostaria. Falei pouco sobre comida, música e questões de gênero também. Não falei absolutamente nada sobre sexo. Ou seja, os principais assuntos da minha vida foram subrepresentados no blog. O que me faz pensar sobre as regras do próximo mês, que serão:

- Escrever dois posts por semana

- Falar sobre assuntos que são realmente importantes para mim

Será que rola? Veremos.

#19 Bambolê

mar 28

Eu poderia dizer que o fim de semana não teve nada de mais, mas não existe dia sem acontecimento, não é? Os de hoje foram 1) ganhamos um sofá (bem, ainda não, a Ana precisa mudar antes e precisamos reestofar as almofadas tortas – mas ele já é nosso na promessa) e 2) fui rodar bambolê com outras pessoas no MAM.
Até agora, tentar rodar o bambolê tem sido uma atividade solitária. Sou eu sozinha derrubando coisas em casa, assustando gato, ou então eu sozinha na praça Paris nas terças e quintas. Às vezes o Marcos vai comigo, mas é mais difícil. Mas mesmo sendo apenas eu e meu amigo YouTube, aprendi a rodar o negócio. Ou quase. Tem dias que ainda não dá muito certo, não consigo ficar estável. E só consigo rodar pra um lado, sem grandes invencionismos.
Mas quer saber? Estou gostando. É uma das poucas coisas aeróbicas que uma mulher do meu tamanho consegue fazer sem arrebentar nenhum pedaço do corpo. E é uma das poucas coisas onde encontrei um nível de desafio que me mantém tentando, mesmo depois de 30, 40 minutos sem conseguir nenhum avanço aparente. Aí, no fim da noite, você percebe que está rodando um pouco mais ou um pouco melhor do que antes. Ou consegue dar uma voltinha, descobrir uma posição mais confortável, e até arrisca fazer uma cara mais feliz no meio de tanta canseira. Bebe um litro de água (minha média pra uma hora de treino despreocupado, porque de fato você não nota o tempo passando), senta na grama, ri pro guarda que está intrigado com a situação. E descobre que está curtindo muito isso tudo.
Aqui tem uma materinha um pouco antiga sobre bambolês, com um tutorial de como fazer o seu no finzinho.

BAM!BAM!BAM! no Radar/TVE from BAM!BAM!BAM! on Vimeo.

Quem me vendeu o meu e organizou o encontro de domingo foi a Verinha do Bambambam!

#18 Aniversário da irmã

mar 25

Eu acho que não tratei minha irmã como devia ao longo da vida. Carrego um monte de culpas sobre como a tratei na adolescência, o que é uma lembrança constante do egoísmo, do mal e da pequeneza que existem dentro de mim e eu tento soterrar com justiça e compreensão.

Bem, mas esse não era para ser um post sobre mim. Era pra ser sobre ela. Minha irmãzinha está fazendo 33 anos e eu vou ficar devendo um post bem emocional para ela. Mas o tempo urge (no meu caso, “ruge”) e vai ter que ficar para depois.

Luciana, Marcelo e Alessandra

Luciana, Marcelo e eu. 1980, acho.

 

#17 Vários

mar 23

Quando era pequena, não entendia por que falavam dos olhos violeta da Liz Taylor. Eu só via olhos claros. Era como dizer que os olhos do meu pai eram “muito verdes”. Eu olho e até hoje só vejo olhos claros, sem uma cor muito definida. Também é como chamar de “ruivo” esse tom loiro-que-não-é-cinza que vejo por aí – ruiva sou eu, ruiva é minha mãe, cabelo vermelho de verdade. Essas sutilezas de cor nunca foram meu forte.

Desculpa, mas colocar macaco em charge sobre o Obama e se surpreender quando chamam de racista? Não estou entendendo. Até acredito que o foco da charge tenha sido “dar uma banana” e não “presidente macaco” mas, com a experiência que o chargista tinha, não podia ter bobeado deste jeito.

Engraçado que só vejo gente branca e bem de vida reclamando da “patrulha politicamente correta” em casos como este. Isso só tem esse nome quando não é o seu rabo que tá na reta, né?

Não estou feliz com a lentidão para entrar neste blog. Não sei se é culpa da Brinkster ou da instalação que eu fiz do WordPress.

Ontem foi um daqueles dias estranhos. Se eu acreditasse em astrologia, diria que tinha algum planeta fora de curso ou coisa assim. Nada rendeu como devia, só comi porcarias, não saí de casa. Mas entreguei o que precisava ser entregue, dormi à noite, então agora tá tudo bem.

#16 Pudim de leite

mar 21

Pela primeira vez na vida, fiz um pudim de leite condensado que deu certo. Parece bobagem, mas nunca tinha conseguido acertar um, mesmo seguindo a receita. O vilão das tentativas fracassadas? O mesmo de todas as outras comidas incomíveis que fiz no passado: a temperatura do forno. Eu sempre ignorei a parte da receita que diz qual a temperatura  indicada. Já coloquei cookies pra cozinhar em 250 graus CELSIUS, quando a receita pedia 250 graus FARENHEIT. E sempre li as descrições de forno “baixo”, “médio” ou “alto” de forma subjetiva. Aí claro, não tinha como dar certo.

Essa receita do pudim é a mais idiota do mundo, qualquer pessoa com acesso a um rótulo de leite Moça sabe: uma lata de leite condensado, duas de leite comum e três ovos. Bate tudo no liquidificador e coloca numa forma caramelizada. Vai ao forno em 180 graus CELSIUS por um tempão (aqui foi mais do que a uma hora e meia que a receita pedia) em banho-maria. Ficou gostoso e sem muitos furinhos, coisa que valorizo – gosto de pudim lisinho. Pena que não lembrei de tirar foto :)

#15 Luazona

mar 20

Pois é, esqueci de postar ontem. Tava bebendo com o pessoal do trabalho do Marcos, que, diga-se de passagem, eu gosto muito. Mas com esse postzinho safado que não fala nada de interessante chegamos à metade da meta inicial, que é postar um mês seguido. Tô voltando à velha forma? Acho que ainda não, mas já deu pra dar uma desenferrujada básica. A próxima meta, mês que vem, vai ser escrever menos, mas melhor.

Enquanto isso, a tal lua 14% maior deve estar fazendo a cachorrada uivar por aí.