A pessoa que dá o fora
abr 04
Sempre fui metformin side effects 500mg a pessoa que terminou os namoros. Não que eu não tenha sido dispensada – fui, e muitas vezes, a maioria antes de começar um “relacionamento” propriamente dito. Mas no geral, sempre tive o controle, ou achava que tinha. Isso é uma faca de dois “legumes”: embora mantivesse minha autoestima em algum ponto acima de zero por não ter sido dispensada, como é que eu, tão incrível e fodona, tinha deixado o relacionamento chegar a esse ponto insuportável?
O único rapaz que me deu um fora foi um mocinho 4 anos mais novo que eu – o que não é grande coisa quando você tem 36 anos, mas é um problemão quando você tem 20. Nunca houve um “precisamos conversar” ou um “quero falar uma coisa”. Foi numa tarde na Galeria do Rock. Eu com o vestido marrom de decote torto que minha mãe fez, aquele que me deixava com ares de modelo do Botticelli. Ele com uma camiseta qualquer, não era de banda. Ele pediu um suco de morango com leite e um x-frango. Eu já estava com a boca amarga sabendo o que viria. Pois um relacionamento não termina, simplesmente – ele vai acabando aos poucos, ou então nunca existiu de verdade.
Já esqueci os motivos pelos quais eu gostava dele. Mas a dor do fora eu faço questão de cultivar e manter viva pra lembrar que camisetas do Sandman não indicam, necessariamente, que um cara é o homem da sua vida. E também lembrar que o controle – em um relacionamento ou na vida em geral – nada mais é do que uma grande ilusão.


