Felicidade é um gatinho

jul 20

Chantilly linda

Chanti linda no sábado passado.

Ontem eu tomei uma decisão importante: não vou definhar de tristeza. Está sendo difícil manter uma vida mais ou menos normal sabendo que a Chanti tem um problema sério e incurável nos rins, já com sintomas. Não sei se vamos ter uma semana, um mês ou um ano, mas vou fazer tudo que for possível para fazer desse tempo o melhor da vidinha dela. Vai chegar um dia que, provavelmente, vamos ter que tomar uma decisão ainda mais importante do que me desmanchar em lágrimas o tempo todo ou não. Mas aí eu vou saber que fizemos tudo que era possível, e ela foi feliz até o final.

Vou aproveitar o momento. E agora, quarta feira 20 de julho quase na hora do chá, felicidade é ter um gatinho branco dormindo emboladinho no meu colo.

#14 Um dos mitos sobre gatos

mar 17

Uma coisa que eu achava antes de ter gatos é que eles eram animais com plena consciência de espaço. Como bons predadores que são – e nunca deixam de ser, diga-se de passagem – imaginei que nada passasse despercebido aos olhinhos deles. Achei que eles soubessem onde estão as coisas numa sala e só ficassem intrigados quando algo mudasse de lugar ou se mexesse.

Pelu atacando a caixa de chás

Isso não estava aqui, mamãe, eu TINHA que derrubar.

Estava enganada, claro, como em tantos outros pré-conceitos que tinha sobre gatos. As minhas três felininhas têm isso de vez em quando, de olhar para algo e ficarem loucas, como se nunca tivessem percebido que aquilo estava lá. Todas se comportam assim, mas na Pelu isso é muito mais claro: do nada, ela “descobre” algo que estava no cômodo há muito tempo, no mesmo lugar. Pode ser um prego na parede, um sapato, uma caixa na prateleira. E fica completamente biruta, mia, faz “orelha do mal” (uma das poses que um gato bravo faz, com as orelhas para trás), corre, fica com rabo de guaxinim.

Uma das vítimas favoritas dela é a caixa de chás, que está sempre no mesmo lugar. De vez em quando ela encana, derruba no chão e fica rolando em cima dos saquinhos. Ainda bem que hoje em dia todos os chás têm esses envelopinhos plásticos bem fechados e protegidos, senão o único chá que tomaríamos aqui em casa seria o de pelo de gato. Na verdade, achamos que qualquer tipo de chá funciona como catnip para ela, mas isso ainda precisa de uma pesquisa um pouco mais científica para virar uma afirmação. Mas por que a caixa fica lá 99% dos dias e de repente, do nada, ela olha como se fosse uma novidade? Ah, gatinhos. Gatinhos!